Perigoso

Esta é uma imagem digital estilizada como um retrato clássico. Aqui estão os detalhes principais:  Figura Central: O destaque é uma representação realista do filósofo iluminista francês Voltaire. Ele é retratado com uma expressão séria e contemplativa, vestindo trajes do século XVIII, incluindo um casaco escuro, um lenço de pescoço branco com babados (jabot) e a típica peruca longa e grisalha da época.  Texto: Há uma citação em destaque, em português, sobreposta à imagem:  "É perigoso estar certo em questões sobre as quais as autoridades estabelecidas estão erradas."  O nome "Voltaire" aparece logo abaixo da frase.  Plano de Fundo: O fundo é escuro e levemente desfocado, mas é possível ver outras figuras masculinas em trajes de época (possivelmente juízes ou nobres), o que serve de contexto visual para as "autoridades" mencionadas na frase.  Identificação: Existem marcas d'água com o nome "@territorioconhecimento" e um logotipo no canto superior direito que mostra o perfil de uma cabeça humana preenchida com formas coloridas.
"É perigoso estar certo em questões sobre as quais as autoridades estabelecidas estão erradas." - Voltaire

Voltaire, filósofo iluminista francês do Século XVIII (1694-1778), escreveu essa frase na obra "Do Século de Luís XIV" ("Du siècle de Louis XIV"). Essa tradução não é a mais "clássica", mas creio que é mais compreensível para os dias atuais. A frase original diz "il est dangereux d’avoir raison dans des choses où des hommes accrédités ont tort" e a maior diferença está na expressão "des hommes accrédités" que é utilizada na tradução clássica como "homens credenciados", o que está correto.

Há tempos que não ouvia a frase, mas me parece que ela continua mais atual que nunca. 

A pergunta que eu me faço, sempre que vejo afirmativas assim, entretanto, é: como saber que estou certo e que o outro está errado? E vice-versa.

Três capas diferentes do livro Devoradores de Estrelas. A primeira é a versão brasileira. A segunda é a versão original e a terceira é a versão atual (2026) com a foto do ator Ryan Gosling que irá representar Dr Grace no filme a ser lançado em março deste ano.

Lembro de uma frase do excelente livro de ficção científica Devoradores de Estrelas (2021, 'Project Hail Mary') de Andy Weir, mesmo autor de O Marciano (2011, 'The Martian'). 

Interrompemos a programação...

Se tem um livro que recomendo sem medo para quem gosta de FC e de temas relacionados às relações interpessoais é Devoradores de Estrelas. Leia, vale demais o seu tempo, seja pela ficção, seja pela ciência, seja pelo amor!

... voltando com a programação. 

Em um determinado momento da obra o doutor Ryland Grace, personagem principal, diz mais ou menos assim (minha tradução): 

Nós, humanos, ficamos burros quando precisamos dormir. E também quando tomamos remédios contra a dor. Neste exato momento, estou cansado e tomei remédios.

[...]

Estou deitado no meu beliche. Tem muita coisa que eu quero fazer, mas preciso ir com calma. Não posso arriscar outro "dia burro" como o de ontem. Quase estraguei a amostra [...] Agora estou inteligente o suficiente para saber que sou burro. Isso já é um progresso.

Como saber que sou inteligente o suficiente para reconhecer que sou burro?

Logo, a pergunta seguinte é extremamente necessária e ainda mais premente: 

Como uma pessoa burra vai reconhecer que é burra se ela não tem capacidade suficiente para tal?

Muitas outras reflexões podem sair - e saem - dessa. Paro por aqui, entretanto.

Não sei se sou inteligente o suficiente para perceber que sou burro.

E isso também é perigoso.

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