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Mostrando postagens com o rótulo Conto

Agente Minh

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Escrever é bom. Escrever é um bom hábito. Escrever sem erros é um bom hábito. Escrever sem revisão não é um bom hábito. Vez por outra, recentemente, eu tenho clicado em links antigos aqui do Pensações. Como estou voltando, aos poucos, a atualizar o blog, aproveito para ver sobre o que já escrevi e relembrar os meus pensamentos malucos postados há alguns anos. Com isso, me deparei com algo que não esperava, especialmente na quantidade que encontrei. Antes de postar os meus textos, de maneira geral, eu os releio. Faço isso, inclusive quando vou responder algo em textos do whatsapp (ou outros aplicativos de bate-papo). Apesar disso, invariavelmente, após postar/publicar, sempre acabo encontrando erros. Isso, claro, não foi diferente nos textos antigos do blog.  Nestas minhas clicadas em textos antigos, descobri que praticamente todos eles contêm erros, mesmo tendo a certeza de tê-los relido e revisado, pelo menos uma vez, antes de clicar ...

Seca

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As bocas secas contrastam com a chuva que cai lá fora. - Mas que droga, - diz Omar em meio à tosse que teima em cortar sua linha de raciocínio. Esse aguaceiro infernal não nos dá um respiro. - Semana passada você tava aqui, nesse mesmo lugar, olhando pela mesma janela, tossindo do mesmo modo e reclamando da estiagem... Ê homem reclamão... - Ei, olhe bem como fala comigo, sua... COF COF - Ei, eu não sou sua COF COF! E olhe como tosse comigo! Ambos caem na risada, se aconchegam ainda mais e se voltam para o flash que  acabou de clarear o quarto através da cortina que encobre parcialmente a janela ao lado da cama. - Maia, o que você acha de a gente tirar uma foto nossa? - Não foi você que acabou de tirar uma? - Não, foi o céu. E, infelizmente, não temos acesso à nuvem onde ele guarda os registros. - Nossa nuvem é outra. Nosso céu é aqui. - Então, vamos tirar? - Já est...

Cio

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Zé e Artur - Imagem gerada por IA Zé, como era conhecido Zerci - vai saber de onde Seu Zolano e Dona Erci tiraram esse nome - estava papeando com Artur atrás de casa.  Apesar de todos os gritos que já tinham levado das mães e dos pais,  o s dois  grandes amigos estavam sentados no muro que fazia divisa entre os quintais onde brincavam desde criança. E isso já faz é tempo. Suas pernas balançavam, calcanhares batendo no reboco teimoso que ainda se segurava naquela parede caquética. Ela permanecia de pé, apesar de todas as boladas que tomava dia após dia. Eles estavam dispostos como naqueles bancos chamados de "namoradeira", "tête-à-tête" ou como quer que queiram chamá-lo. Arthur de costas para o seu quintal e Zé de costas para o seu.  Não o seu quintal, leitor; "o seu", deles.  Braço direito de um quase tocando o braço direito do outro. Uma pedra na mão de um. Um graveto na do outro. Zé quebra a quietude. - Zinho, só. - Ah, companh... Antes só que com Mal. -...