Patrícia Marx - Entrevistas Inconclusas - EI 01
Abrindo a nossa série de
Entrevistas Inconclusas
eu trago para vocês uma artista que admiro desde criança.
EI - Patrícia, muito obrigado por (não) me dar essa entrevista. Eu fico muito honrado de poder me sentir perto de você, nem que seja por ter nascido no mesmo ano. Você tem alguma ligação ou memória específica com o ano que nasceu?
No trem dos 12 do ano de 1974, nós descemos em estações bem próximas, Abril e
Junho. Dois meses e um dia mais nova que eu.
Claro que se eu apenas descobri isso há pouquíssimo tempo, ela, naturalmente,
não tem a mínima ideia, pois não me conhece. Além disso, provavelmente, jamais
irá ligar essa (não) entrevista a algumas mensagens que trocamos através do
Instagram. Sou apenas mais um dos seus inúmeros fãs espalhados pelo Brasil e
pelo mundo afora.
(Não) Conversaremos hoje com Patrícia Marx (Patricia Marques de
Azevedo), cantora brasileira de voa suave e aveludadamente intimista, nascida
em São Paulo, SP.
Sua jornada artística começa, oficialmente, em 1983, já em programas e
gravações e sua consagração infantil vem junto com os amigos Juninho Bill e
Luciano Nassyn no famoso Trem da Alegria!
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01 1º Festival Internacional da Criança (1983) 02 Clube da Criança - Patrícia e Luciano (1984) 03 Trem da Alegria (1985) 04 Trem da Alegria (1986) 05 Trem da Alegria (1987) |
EI - Patrícia, muito obrigado por (não) me dar essa entrevista. Eu fico muito honrado de poder me sentir perto de você, nem que seja por ter nascido no mesmo ano. Você tem alguma ligação ou memória específica com o ano que nasceu?
PM -
EI - Cada um de nós tem suas próprias experiências na vida, nossos sonhos,
nossas expectativas de futuro. De hoje, você consegue lembrar da Patrícia -
que nem Marx era ainda - daquele começo e pensar se alguma das suas
imaginações de futuro se realizaram?
PM -
EI - Pulando para o que hoje vemos como o futuro, como você pensa sobre aquilo
que ainda virá e que você viverá? Pergunto no sentido mais profundo mesmo, não
apenas em termos de coisas que você deseja ter (já que, imagino, era assim que
pensava quando era criança) ou de experiências passageiras que queira viver,
mas daquilo que verdadeiramente fazem você ser quem você é.
PM -
EI - O tempo passa rápido demais e sei que você é ocupada, mas, se me permite
uma outra pergunta desse "passado" infantil, existe um "onde/quando/por que"
específico que você, olhando para trás, consegue perceber que a sua infância
terminou?
PM -
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01 Paty (1987) - 02 Patrícia (1988) 03 Incertezas (1991) - 04 Neoclássico (1992) 05 Ficar com Você (1994) - 06 Quero Mais (1997) 07 Charme do Mundo (1997) - 08 Respirar (2002) |
EI - Você já voltou a ser criança? Hoje, o que você faz com sua criança
interior?
PM -
EI - Incertezas são parte integral de quem somos. Já passamos por muitas
delas, mas continuamos e continuaremos vivendo num mar cheio delas. As nossas
escolhas determinam o que a gente vai ser, mostrando ao mesmo tempo quem a
gente é (quer ser/é imposto a ser?) naquele momento da escolha. Talvez seja
uma resposta longa, mas faço a pergunta mesmo assim. Qual a diferença entre a
escolha do que você quis / não quis cantar nas diversas fases da sua carreira?
Pode citar alguma música que você quis muito cantar e que não pode por
restrições artísticas ou de direitos e alguma que você, hoje, preferiria não
ter gravado? Sei que essa pergunta pode ser de resposta delicada e que, muitas
vezes, não queremos dar nomes para evitar dissabores ou mal-entendidos. Assim,
fique tranquila para responder como preferir.
PM -
EI - Bom, eu sou de Natal e imagino que você deve conhecer, claro. Eu,
particularmente, não lembro de ter ouvido falar de algum show seu por lá. Você
já esteve por lá, seja a passeio ou para fazer algum show? Infelizmente ainda
não tive a oportunidade de assistir a um show seu. Infelizmente, preciso
confessar, creio que, mesmo que tivesse tido a chance quando mais novo, eu
provavelmente não teria ido. Sei que quando mais jovem, eu era influenciado
pela ideia de que música romântica feita por mulher era coisa de mulher e, por
não ser mulher, se eu fosse a um show seu, isso seria mal visto. Quanta
besteira... Mas, desculpe, lá estou eu falando de mim. Provavelmente você já
deve ter visto e ouvido isso acontecer inúmeras vezes, já que está há tanto
tempo vivendo e enfrentando a vida artísitica. Tem algo que você queira
comentar a respeito dessa situação estágio pelo qual muitos de nós passamos e,
infelizmente, muitos de nós não conseguimos sair dele?
PM -
EI - Em uma entrevista sua para o Estadão (para a jornalista Camila
Tuchilinski), há alguns anos, você falou sobre a Lua. Quatro perguntas:
- Nova?
- Crescente?
- Cheia?
- Minguante?
PM -
EI - Falando em lua, em alguns dias você irá completar mais um ciclo de 12
Luas Novas. O quanto você espera e acredita que os seus 3 anos mais recentes
sirvam de grande e boa influência para os seus próximos 3 anos?
PM -
EI - Patrícia, muito obrigado por (não) ter me concedido essa entrevista! Meu
coração está cheio de alegria de (ainda não) ter lhe conhecido pessoalmente e
não posso ver a hora de conseguir lhe (re) encontrar!
PM -
EI - Para encerrar, aqui estão as perguntas básicas de nosso
Entrevistas Inconclusas. Como eu sei o quanto você é ocupada, claro,
não precisa responder agora. E também não precisa responder se não quiser,
afinal de contas...
- Qual foi a pergunta que você mais ouviu, dirigida a você?
- Você já está cansada/cansado de responder a mesma coisa?
- "Qual palavra de duas letras vem à mente para preencher o espaço antes de "perguntas"? Por que?"
- Existe alguma pergunta que ninguém foi capaz de lhe fazer e que você gostaria que alguém tivesse feito? Pode revelar qual seria? E o contrário, existe alguma pergunta que ninguém foi capaz de lhe fazer e que você agradece por ninguém jamais ter lhe perguntado?
- "- Se tu pudesses perguntar algo a uma pessoa que admiras, viva ou não, o que perguntarias?"
PM -
EI -
Leominster, MA - 12 de junho de 2026
EI - Patrícia, se pudermos (não) continuar nosso papo, prometo que será rapidinho e nem parecerá uma (não) entrevista.
PM -
EI - Hoje eu assisti a um vídeo seu sendo maquiada e uma pergunta me surgiu. Sempre penso que o mecânico de nosso carro é como nosso médico. O que você pode me falar sobre confiança? Pergunto isso principalmente sob dois aspectos (se preferir, pode não falar sobre esses e falar sobre outros): Confiança em si mesma e em suas escolhas e confiança naqueles que lidam com sua imagem.
PM -
Salem, MA - 16 de junho de 2026
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P.s.1: tem muito mais perguntas de onde essas vieram e alguma hora elas acabam
aparecendo por aqui quando tiver uma nova chance de (não) entrevistar
Patrícia.
P.s.2: para saber mais sobre Patrícia Marx, visite o blog incrível do seu fã
clube: Fã-Clube Oficial Patricia Marx




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